A importância da fraternidade e da gratidão para a UBT
AUTOR DO TEXTO: PEDRO MELLO = UBT SÃO PAULO

     Nem sempre demonstramos um espírito de fraternidade e de gratidão como deveríamos. Paciência... Somos humanos e, infelizmente, apesar de criados à imagem e à semelhança de Deus, nem sempre somos capazes de demonstrar as qualidades do Criador que estão presentes em nós.

      No entanto, escrevo estas páginas para dizer que às vezes fugimos do egoísmo, da vaidade, da fatuidade e mostramos um espírito de generosidade, bondade, fraternidade... E a Trova é um instrumento que nos ajuda a alcançar essa grandeza de espírito.

      Saquarema me causou essa impressão. De que nós podemos ser grandes quando estamos dispostos a colocar as coisas pequenas de lado. De que a palavra “irmão” que usamos para nos referir aos nossos irmãos trovadores não deve ser apenas uma expressão de tratamento, mas deve revelar a natureza de um sentimento fraterno.

      Além de a cidade ser linda e paradisíaca, a acolhida do nosso irmão João Costa foi de um carinho tão grande, que a simplicidade, ao contrário de ser um demérito, acabou se tornando um fator para que os trovadores se sentissem verdadeiramente irmãos.

      Algumas festas são patrocinadas pelo poder público local, além de outras contribuições. São lindas e inesquecíveis. Tornamo-nos seus eternos admiradores e devotos: há Concursos de Trova e Jogos Florais aos quais sempre queremos comparecer, dado o esmero com que seus dirigentes se empenham em agradar aos seus hóspedes. Perfeito. A hospitalidade e a generosidade são virtudes cristãs e, como disse o Cristo, “há mais felicidade em dar do que há em receber”.

      Nem sempre, porém, os recursos são abundantes e há casos em que a acolhida é simples e os dirigentes da UBT, seja ela delegacia ou seção, se esforçam muito para realizar um concurso para o qual o único trabalho que os trovadores têm é fazer a trova, escrevê-la num envelopinho e postá-la no correio.

      Nossos irmãos trovadores que organizam concursos têm um trabalho muito grande, que nem sempre é devidamente reconhecido e elogiado. Reconheçamos: seria muito fácil e tranqüilo não realizar um concurso: não ter trabalho de julgar, de obter verba, pagar hospedagem, almoços, patrocinar troféus e diplomas... Acredito que todos deveríamos admirar o altruísmo e o desprendimento daqueles que, alterando suas rotinas e seus compromissos, se dispõem a organizar um concurso e receber trovadores em suas cidades.

      O João Costa pessoalmente se “desculpou” pela simplicidade da acolhida. Pois eu digo que agradeço publicamente ao João e que não há do que ele se desculpar: O Cristo nasceu em uma família humilde, filho de um carpinteiro e, quando recebeu a visita de homens do Oriente, estes o encontraram deitado em uma manjedoura, dentro de um estábulo. Durante sua vida, não possuía lugar para recostar a cabeça, mas sua importância para nós não tem preço nem descrição.

      O importante para nós da UBT deve ser a fraternidade, a oportunidade de reencontrar nossos amigos, a confraternização. Nisso Saquarema e João Costa exibiram uma amável prodigalidade e servem de exemplo para todas as UBT’s do país. Apreciamos os seus esforços em nos acolher, assim como apreciamos os esforços de todas as UBT’s, porque todas seções e delegacias que promovem tais eventos o fazem com a melhor das intenções e com umas das mais notáveis qualidades humanas: o altruísmo. Acho que devemos ser gratos a todos aqueles que têm essa disposição.

      Nosso MUITO OBRIGADO ao João Costa e aos seus colaboradores de Saquarema, esse pedaço do Jardim do Éden que existe na Região dos Lagos!