VII Concurso de Barra do Piraí - 1996
VII CONCURSO NACIONAL DE TROVAS DE BARRA DO PIRAÍ (RJ) – 1996 ÂMBITO NACIONAL Tema: SANGUE (L/F) VENCEDORES De emoções trago as mãos cheias, Por tantas rosas colhidas, Posso doar-te a ventura Chega a ter sonoridade Da cruz, do açoite, do espinho, Quem faz guerra soma os custos Em certas horas tão cheias Subiu-me o sangue à cabeça Não queiras cobrar com sangue MENÇÕES HONROSAS Ferve-me o sangue se penso Apenas lavando as mãos, Jorra o sangue, a guerra segue Por ter Deus que me socorre, Mãe, teu sangue é abençoado, Quando o poder inebria Sangue azul não tenho, sei; No mundo de tanto mal, “Meu sangue por uma causa!” Darei lágrima e suor Na sanfona ou no abandono MENÇÕES ESPECIAIS Nas mágoas da contusão, Ninguém extingue as centelhas Melancólico e bissexto, Trago minhas mãos manchadas Banco de escola é amizade. Olhando, orgulhoso, a terra Aquele amor que é só nosso, Esta carta te escrevi Revoada... o dia claro... A cada árvore que cai, Os Herodes de hoje em dia -------------------------------------------------------------- ÂMBITO ESTADUAL (RJ) Tema: SUOR (L/F) VENCEDORES Num contra-senso constante, De meu pai em mim gravada Muito fruto sazonado Não há glória, com certeza, Lutando pelo que eu amo, Do sol nascente ao sol-posto, O mundo não vai mudar... MENÇÕES HONROSAS Mantém-te sempre disposto Contra infortúnios lutando, Foi meu prazer bem maior O suor do escravizado Bendigo, no adeus lembrado, Não veio a chuva outra vez... Trabalhe sempre disposto, Por querer sempre o melhor, Quanto pão, quanto agasalho, Vendo o suor derramado, Será fugaz qualquer glória Superada a fila imensa, Só quem molhou a camisa MENÇÕES ESPECIAIS Os suores misturados Nossos momentos maiores Do amor que ardeu no passado Tem o pão de cada dia, O orvalho que molha a terra Se o que eu tenho de melhor Caminha o povo, sofrendo Veja a trágica ironia Teu suor, que o leito encharca Ouvi, de um cabra-da-peste: ---------------------------------------------------------- ÂMBITO MUNICIPAL (Barra do Piraí) Tema: LÁGRIMA (L/F) VENCEDORES Nos mais diversos momentos, Companheira silenciosa Lágrima, triste verdade, A lágrima consequente Não chores o sol perdido! Lágrima triste! Lembranças Sozinha, com meu enleio, Com lágrimas me perfumo... Trago no peito a ferida... Olhando, cheia de mágoa, Sofredor sempre se esquiva Lágrima falsa e arrogância Chove tanto... e, nas dolências Chuva em galhos retorcidos MENÇÕES HONROSAS Minhas lágrimas silentes, Triste lágrima sofrida O céu não chora... eu dizia, Sentindo bem forte o estio, Foi tanto o meu desengano Quantas lágrimas chorei, Dos risos e gargalhadas Meu sonho é que, num momento, Foram tantos desenganos Minhas lágrimas cadentes, Das cascatas cristalinas, MENÇÕES ESPECIAIS Ao ver seu filho que ia As lágrimas que choramos Durmo, lágrimas vertendo; Se a manhã fria desata “Acabou!... Já não dá mais”. As lágrimas comoventes Lágrima é pingo de amor Vives na minha lembrança, Quantas lágrimas chorei A lágrima silencia, ============================================ NOTA: crédito deste material ao Prof. Pedro Mello, da UBT São Paulo
que um homem precisa (e quanto!)
mais do que sangue nas veias,
de sonho, sorriso... e pranto!
Antônio de Oliveira (São Paulo/SP)
fiz o corpo e a mente sãos,
pois mais que sangue e feridas
tenho perfume nas mãos!
Antônio de Oliveira (São Paulo/SP)
na transfusão do que anseias,
pois, mais que sangue, é ternura
o que me corre nas veias!...
Heloísa Zanconato Pinto (Juiz de Fora/MG)
o meu sangue no meu peito,
quando transporta a saudade
que a traz de volta ao meu leito!
Ivone Taglialegna Prado (Belo Horizonte/MG)
de um sofrimento profundo,
veio o sangue, que, sozinho,
lavou as culpas do mundo!
Marina Bruna (São Paulo/SP)
e um dado sempre atrapalha:
Quem paga o sangue dos justos
mortos em cada batalha?
Milton Sebastião Sousa (Porto Alegre/RS)
de nossa paixão tão rara,
o sangue nas minhas veias
não corre apenas... Dispara...
Silvina Antunes Leal (Santos/SP)
e errei ao brigar contigo...
É que disseste: “Me esqueça!”
e sabes que eu não consigo.
Therezinha Dieguez Brisolla (São Paulo/SP)
o mal que te machucou,
pois o mal é um bumerangue
que volta à mão que atirou!
Zaé Júnior (São Paulo/SP)
nestas coisas sempre falhas:
Para o meu amor imenso,
o teu amor de migalhas...
Antônio Claret Marques (Guaxupé/MG)
Pilatos fez, simplesmente,
derramar sobre os cristãos
o sangue de um inocente.
Campos Sales (São Paulo/SP)
na favela, sem medida,
e o povo nem mais consegue
viver sua própria vida.
Flávio Roberto Stefani (Porto Alegre/RS)
ante a dor não perco a calma:
A fé é o sangue que corre
pelas veias de minha alma!
Gérson César Souza (Porto Alegre/RS)
pois Deus concedeu-te os meios
de doá-lo ao filho amado
na transfusão dos teus seios!
Heloísa Zanconato Pinto (Juiz de Fora/MG)
e a justiça tomba exangue,
a caneta injusta e fria
verte tinta cor de sangue.
Heribaldo Gerbasi (São Paulo/SP)
de um plebeu sei que não passo,
mas sou feliz como um rei
no momento em que te abraço!
José Tavares de Lima (Juiz de Fora/MG)
em que a moral é postiça,
falta o sangue arterial
dos princípios da justiça!
José Valdez de Castro Moura (Pindamonhangaba/SP)
Quem este ideal persegue
não teme a luta e, sem pausa,
mesmo sangrando... prossegue!
Lucy Sother de Alencar Rocha (Belo Horizonte/MG)
em prol da paz que eu cobiço,
antes ocorra o pior
e alguém dê o sangue por isso!
Marcelo Zanconato Pinto (Juiz de Fora/MG)
da guitarra ardente e langue,
velhas canções de um colono
trago canções em meu sangue...
Orlando Brito (São Luís/MA)
o corpo sangra... porém,
nas mágoas do coração,
é da alma que o sangue vem...
Adélia Victória Ferreira (São Paulo/SP)
da guerra atroz e voraz,
enquanto há manchas vermelhas
sob as bandeiras de paz!
Antônio de Oliveira (São Paulo/SP)
o meu verso brota exangue
e verte, em pálido texto,
quatro lágrimas de sangue...
Eduardo Toledo (Pouso Alegre)
de sangue, pelos espinhos
das mil rosas perfumadas
que espalhei nos teus caminhos...
Izo Goldman (São Paulo/SP)
De igreja é fé e acolhida.
Banco de praça é saudade
e Banco de Sangue... é vida!
Lucy Sother de Alencar Rocha (Belo Horizonte/MG)
após cultivar seu chão,
exibe o troféu da guerra:
calos de sangue na mão.
M.E. Carlos Júnior (Juiz de Fora/MG)
às vezes me causa impasse;
tento esconder, mas não posso:
- o sangue me sobe à face!...
Neide Rocha Portugal (Bandeirantes/PR)
com sangue de minhas veias...
Espero, ao menos, de ti
que, com lágrimas, a leias!
Oscar Vieira Soares (Taubaté/SP)
Paz e harmonia no mangue...
E de repente um disparo
mancha a paisagem de sangue!
Pedro Ornellas (São Paulo/SP)
aumenta mais a certeza
de que a humanidade extrai
o “sangue” da natureza!
Ronaldo Alonso Franco Jr. (Sete Lagoas/MG)
continuam inclementes,
repetindo a tirania
com sangue dos inocentes!...
Santos Teodósio (Brumadinho/MG)
eu sinto a cada arrepio
que teu olhar escaldante
me deixa suando frio...
Almerinda Liporage (Rio de Janeiro)
guardo a imagem rotineira
de uma camisa suada
sobre as costas da cadeira...
Edmar Japiassu Maia (Rio de Janeiro)
conserva, na polpa, o travo
que lhe deixou, no passado,
o suor do negro escravo.
Gilberto G. Barbalho (Rio de Janeiro)
nem desafio maior,
que a conquista da riqueza
com trabalho e com suor.
Jessé Fernandes do Nascimento (Rio de Janeiro)
não retrocedo e, otimista,
quanto mais suor derramo...
tanto mais amo a conquista!
João Freire Filho (Rio de Janeiro)
parece um pranto velado,
o suor que molha o rosto
do peão velho e cansado...
Maria Nascimento Santos Carvalho (Rio de Janeiro)
Cada vez mais está cheio
de gente que faz pomar
regado a suor alheio...
Waldir Neves (Rio de Janeiro)
para o trabalho. Aproveita,
porque o suor do teu rosto
fará crescer a colheita!
Antônio Carlos Teixeira Pinto (Niterói)
numa luta tão sofrida,
com suor fui conquistando
lugar no pódio da vida...
Eliette Pimenta Ramos (Barra do Piraí)
que o cansaço, finda a lida,
pois a enxugar-me o suor,
tive a tua mão querida!
Elzira Glycéria Lins (Rio de Janeiro)
que a chibata carminou,
lembra o fruto sazonado
do café que ele plantou!
J. Stavola Porto (Niterói)
o suor daquele dia...
que, ao meu pranto misturado,
escondeu o que eu sentia!...
João Freire Filho (Rio de Janeiro)
E, sob o sol que o vencia,
o suor do camponês
só dos olhos escorria...
João Freire Filho (Rio de Janeiro)
mesmo que seja entre escolhos.
É melhor suor no rosto
do que lágrimas nos olhos.
Jorge Murad (Rio de Janeiro)
descobri, em meu labor,
que o pão ganho com suor
tem muito melhor sabor!...
José Maria Machado Araújo (Rio de Janeiro)
ao suor estou devendo!
Sangue branco do trabalho
em minha pele escorrendo!...
José Maria Machado Araújo (Rio de Janeiro)
mesmo sofrendo, o bendiz,
que este é o melhor Atestado
de quem trabalha feliz...
Maria Nascimento Santos Carvalho (Rio de Janeiro)
vinda do ócio suspeito;
sem suor não há vitória
que se imponha por direito.
Ney Damasceno (Rio de Janeiro)
leva o idoso, na carteira,
a humilhante recompensa
do suor da vida inteira!
Sérgio Bernardo (Nova Friburgo)
por um futuro melhor,
sabe o sonho que desliza
numa gota de suor!
Sérgio Bernardo (Nova Friburgo)
dos nossos corpos em chama,
acendem sacros pecados
sobre o altar de nossa cama!...
Adelir Machado (Niterói)
vêm quando o amor, em delícias,
mistura nossos suores
numa fusão de carícias!
Almerinda Liporage (Rio de Janeiro)
e o tempo a cinzas reduz,
só resta um lençol manchado
do suor de corpos nus...
Edmar Japiassu Maia (Rio de Janeiro)
que é com suor conquistado,
mais gosto e traz a alegria
do labor recompensado.
Elzira Glycéria Lins (Rio de Janeiro)
e às flores dá mais beleza
é fonte de vida e encerra
o suor da natureza!...
Hermoclydes Siqueira Franco (Rio de Janeiro)
foi teu suor que me deu,
eu quero que o meu suor
seja, pai, igual ao teu.
José Maria Machado Araújo (Rio de Janeiro)
desta miséria inclemente...
e tanta gente vivendo
do suor de nossa gente!
Margarida Marques (Barra do Piraí)
dos “sem-terra”, o ano inteiro:
- O suor do boia-fria
dá mais terra ao fazendeiro!...
Rodolpho Abbud (Nova Friburgo)
em hora de intenso ardor,
sobre o lençol deixa a marca
do meu segredo de amor...
Sérgio Bernardo (Nova Friburgo)
“suor, só, não rega o chão...
Se regasse, lá no agreste
não havia fome, não...”
Waldir Neves (Rio de Janeiro)
nas emoções, de repente...
Revelando sentimentos
eis a lágrima presente!
Adacy de Oliveira Netto Valladão
da tristeza que me invade,
lágrima é gota preciosa,
prateada de saudade...
Adacy de Oliveira Netto Valladão
foi tudo que me restou.
- Duas gotas de saudade
que nem o tempo secou!...
Dalmir Penna
de um amor sem solução
rola na face da gente
e escoa no coração...
Eliette Pimenta Ramos
As lágrimas derramadas
não te deixarão, querido,
ver as noites estreladas...
Eliette Pimenta Ramos
de um amor que já morreu...
Lágrima... um par de alianças
num só anular... o meu...
Eliette Pimenta Ramos
num êxtase encantador,
até às lágrimas releio
as nossas cartas de amor.
Graciema Penna Miguel
afinal sou uma atriz.
E sempre mudo meu rumo
fingindo que sou feliz!
Josane de Almeida Taveira
E, ao rosto, sempre a rolar,
duas lágrimas que a vida
nunca consegue secar!
Josane de Almeida Taveira
na vidraça a chuva mansa,
transformo essas gotas d'água
em lágrimas de esperança...
Josane de Almeida Taveira
de mostrar a dor por fora:
Quando a lágrima é furtiva,
maior é a dor de quem chora!
Lavínio Gomes de Almeida
matando amores inteiros
vão alargando a distância
entre os nossos travesseiros!
Lavínio Gomes de Almeida
do temporal que angustia,
lágrimas são reticências
na face triste do dia!...
Lavínio Gomes de Almeida
e secos, sem vida, escorre!
Lágrimas, prantos sentidos
da natureza que morre.
Vilma Isabel de Oliveira Borba
fluindo do coração,
formam velozes correntes
levando minha ilusão...
Dalmir Penna
é a que vem do coração,
por te esperar uma vida
e acabar na solidão.
Dalmir Penna
olhando o Cristo na Cruz...
Pois se Deus chorou um dia,
verteu lágrimas de luz!...
Fábio Henrique Oliveira Cabral
choram nortistas, tristonhos:
lágrimas formam o rio
que vai levando os seus sonhos!
Fábio Henrique Oliveira Cabral
por você, que muito amei,
que meu pranto é um oceano
das lágrimas que chorei!...
Jacyra Garci de Oliveira
quando você me deixou!
Mas depois me acostumei
e foi você quem chorou!
Jussara de Almeida Taveira
que juntos compartilhamos,
restam lágrimas marcadas
pelo amor que não cuidamos.
Luís Cláudio Costa Freitas
(e não será utopia)
Deus tranforme este tormento
em lágrimas de alegria.
Margarida Marques
e esperanças repetidas,
que através de longos anos
chorei lágrimas perdidas.
Margarida Marques
que rolam por minha face,
revelam mágoas silentes
de um amor em desenlace.
Maria Ester de Figueiredo Alves
tão bonitas e distantes,
ouço rolar nas colinas,
suas lágrimas errantes.
Maria Ester de Figueiredo Alves
sofrer grande traição,
lágrima foi de Maria
chorada com aflição.
Anita Alves de Oliveira
naquela tarde dourada
são sementes que plantamos
ao longo de nossa estrada.
Celene Medeiros Iunes
busco melhor despertar,
sabendo que, amanhecendo,
o sol voltará a brilhar.
Graciema Penna Miguel
as águas que o céu guardou,
chora lágrimas de prata
o dia que já acordou!...
Jussara de Almeida Taveira
Diz a lágrima em meu rosto.
- Antes tarde, que jamais
ver-se livre de um desgosto!
Luís Cláudio Costa Freitas
em soluços de esperança
são súplicas reluzentes
no olhar triste da criança.
Margarida Marques
que jorra do coração,
espelha no rosto a dor
quando morta uma ilusão...
Maria Aparecida Medeiros Tavares
choro lágrimas de dor.
Quero um pouco de esperança
e sonhar... com teu amor!!!
Maria Estela Pinto de Oliveira
quando você foi embora.
Amei demais e hoje sei
que sofri antes da hora!
Sueli da Silva Raposo
mas não consegue calar
o verbo que desafia
um coração a falar!
Verônica Fátima de Oliveira Alves
