Flávio Roberto "Camisa 10" Stefani

Imagem removida. (Nestas foto descontraída, tirada no Rio de Janeiro, Flávio, ainda garotão, aparece ao lado de Luiz Otávio.)

    FLÁVIO ROBERTO STEFANI, advogado, empresário, nasceu em Porto Alegre no dia 15 de março de 1949, filho de Ângelo Jacob Stefani e Maria José Stefani. Tradicionalmente um dos mais atuantes dirigentes da União Brasileira de Trovadores, quer na esfera municipal, como estadual, como nacional. Sua dedicação à entidade criada por Luiz Otávio é como se fosse o próprio ar que respira.

Na dureza dos escombros,

quando as dores se equivalem,    (co-vencedora em Cruz Alta/RS - 1989)

amizade é mão nos ombros,

embora os ombros não falem.

Queres falar de bem perto

à mãe da sabedoria?

Procura o balcão aberto

de uma boa livraria.

Gerador de paz e calma,

que dispensa cerimônia,

o livro é o jantar da alma

nas noites claras de insônia. 

Um tesouro que me atrai

e sustenta a minha vida:

minhas irmãs, o meu pai,

e minha mãe tão querida.

Brancos, negros e amarelos,             (4º lugar âmbito estadual em Caxias do Sul - 2012)

se a causa é justa e loquaz,

juntam braços, que são elos

forjando as cores da Paz!

Princípio do nosso enlace,              (Menção Especial Barra do Piraí - 1993)

aquele beijo, Maria,

fez com que o dia ficasse

mais dia, naquele dia.




Em ternura plena e extrema,                  (Niterói - 1985)

nossos sonhos se cruzaram.

E a noite se fez poema...

E os versos também se amaram!

Nascedouro de certezas

e ninho de inspiração,

a lua afasta as tristezas,

pondo paz no coração. 

Eu, boêmio sem comando,

nos dias mais enfadonhos,

passo os dias chimarreando

na varanda dos meus sonhos! 

Sendo mal utilizada,

a liberdade, no fundo,

não dá tiros, não dá nada,

mas fura os olhos do mundo!... 

Abaixo a guerra entre irmãos!

Plantemos a paz somente.

- Quem tem sementes nas mãos

não tem granadas na mente. 

È mais feliz a criança

que recebe amor profundo,

pondo luzes de esperança

no quarto escuro do mundo.

 

No abandono das marquises,

meninos dormem de mão,

fingindo que são felizes

nos braços da solidão.

 

Pés desnudos,a sandália

um jeito simples de ser,

cada franciscano espalha

mensagens de bem viver.

Sendo forte, sendo inquieta,

com requintes de magia,

a trova é o cais do poeta,

onde se amarra a poesia!

Só se salva de verdade,

nesta enchente de amargor,

quem faz da fraternidade

o seu barco salvador.

Ser pai moderno e presente,

que o filho acompanhe e cresça,

não é ficar simplesmente

passando a mão na cabeça!...

Brinquedos bons eu não tinha,

mas sabia achar maneira,

e com latas de sardinha

eu tinha uma frota inteira.

Tem razão a natureza,

se o rio transborda e mata!...

Tiram-lhe o peixe, a beleza;

dão-lhe o vidro, o lixo, a lata...

Uma idade diferente,

chamam até "flor da idade",

... e pensar que tanta gente

nem viveu a mocidade!...

Só meia palavra basta

quando o pai, educador,

põe no salário que gasta

um acréscimo de amor.

Quando a causa justifica      (M. Honrosa em Pindamonhangaba - 2010)

que a gente se dê a mão,

meia dúzia significa

verdadeira multidão.

Reinventando a bondade

dos tempos do velho poço,

puxo o balde da saudade

pra saciar o alvoroço.

Brinquedos de guerra, não,

pois quem brinca de matar,

amanhã - de arma na mão -

vai matar para brincar!

Cada queimada, no fundo,

por ser um ato velhaco,

queima um pedaço do mundo,

deixando o mundo mais fraco!

Na ausência que não nos poupa,

saudade é formiga arisca

que fica dentro da roupa

e volta e meia belisca...

 



   ALGUMAS HUMORÍSTICAS

A mulher, naquela fase,

quase que acaba com a gente!

-- Com tanto fogo na base,

não há chaminé que agüente! 

De surpresa, muitas vezes,

vinha o noivo da vizinha...

e depois de nove meses,

nasceu uma surpresinha... 

O motel está falido

porque o dono, sem malícia,       (3º lugar Porto Alegre 1993)

ao ouvir qualquer gemido,

telefona pra polícia... 

Se a “gorda” está por chegar,      (4º lugar:Porto Alegre 1993)

já se encolhe a cadeirinha;

bem antes dela sentar

começa a gemer sozinha...

Apatia é quando o gato,

com olhar de covardia,

vê passar por ele o rato,

vira a cara e... repudia...