Maria José Fraqueza - Fuseta

Imagem removida.

 

Minha boneca de sonho…

Vivências da mocidade!

Pensamento que transponho

No meu portal de saudade!

Pelas procelas da vida

Passei tanto vendaval

A cada onda vencida

Nela afundei o meu mal! 

 

Embora mesmo distante

O coração do quem ama

Longe dum fiel amante…

O amor acende a chama.

Por mais longe que se esteja...

Um fiel apaixonado

A toda a hora deseja

Estar mais perto do amado!

Tão longe… mas sempre perto

Na distância, em pensamento

É como estar num deserto…

Nas asas do sentimento!

A vida é uma corrente

Corre, corre, desmedida

Mal sai da sua nascente

Jamais encontra a subida.

A vida é uma passagem

Por este espaço terreno

Chega ao final da viagem

Neste mundo tão pequeno

Temos de viver a vida

Tal e qual como ela é

Com subidas e descida

Sem nunca perder a Fé!

Viver é manter os sonhos

Na nossa vida a rodar

Pensar em dias risonhos

Na rota do Verbo Amar!

Quando a tristeza transponho

Neste imenso mar da vida...

Levo na minha alma o sonho

A cada onda vencida!

A nossa alma cristã,

Existe dentro de nós.

Porque ela é talismã

Que nunca nos deixa sós!

Se queres viver feliz

Afasta do peito a dor

Com grande força motriz

Constrói um mundo de amor!

Nas caravelas da vida

Eu navego no alto mar

Em cada onda vencida

Num eterno navegar

Minha vida colorida…

Com as tintas da saudade

Nos negros quadros da vida

Vou pintando a Amizade

Constrói um mundo de paz

Põe sempre no teu roteiro

O carinho que me dás

E o meu amor verdadeiro

Constrói um mundo de amor

Segue sempre boa estrada

Nesse berço embalador

Que p'la mãe foi embalada!

Constrói um mundo sem guerra

Sem balas e sem canhões

Ah!Quanta beleza encerra

O amor entre as Nações!

A palavra inacabada…

Ficou-me dentro do peito

Porque nele eu fiz morada

Dum puro amor o conceito.

Num altar de devoção…

Quis o meu amor prender

Na caixa do coração

Ele sai sem eu querer!

Na meditação, medito

A meditar eu me abrigo

Abafo no peito o grito

Na palavra que não digo.

Falas muito, fazes pouco

Isso também eu já sei

inda acreditas que um louco

Terá palavra de rei?

De palavras e promessas

Está este mundo cheio

Por mil portas e travessas…

Anda em leilão o paleio!

De promessas só cartaz,

P’ra ganhar uma eleição

És bastante perspicaz…

Com faca e queijo na mão?

Amor e Paz, dom divino...

Excelsa dualidade!

Para ver no Deus Menino,

O conceito de Irmandade.

Sementes dum amanhã,

Cada dia mais risonho

Amor e Paz – talismã...

Deste meu mundo de sonho!

Nasçam marés de bonança,

Correntes de Paz e Amor

Que dê a cada Criança

O seu Paraíso em Flor!

Perdoa ao teu semelhante

Sem juízos de valor

Segue na rota constante

Conduz a Barca do Amor!

Eu desculpo a tua falta

Mas é só Deus das alturas

Quem perdoa, ama e exalta

Aos que nos causam torturas

O perdão é tão sublime

É um acto de louvor

E quem o dá se redime

Em sentimentos de Amor!

Olha o que deu o combate,

Da desavença da amada!...

Ele atirou-lhe o tomate,

Ela fez-lhe uma salada!

Ó meu bom Deus, eu te peço

Numa prece bem sentida

Que a alegria do regresso

Se eleve à dor da partida.

O regresso é barco à vela

Como onda a beijar o cais

O final duma procela

Que arranca à alma nossos ais!

Anuncia a primavera

O regresso da andorinha

Um renovar da quimera

Nesta saudade só minha!

Quem tem palavra de Rei

Não pode voltar atrás!

P’los teus deslizes, já sei…

Cumpri-las? Não és capaz!

Esta nova geração

Perante o mundo actual

Tem de lutar p’la união

Duma paz universal!

Enquanto o homem viver

Cego pela ambição

O jovem pode vencer

Dando ao adulto a lição!

OBS: todas as trovas acima foram transcritas do blog "Poesia em Movimento".