MINHA AFILHADA!    (texto de José Ouverney - 05.03.2012)

Minha afilhada

     Tenho uma afilhada que acabou de ingressar na Polícia Militar. Loura, de olhos verdes, meiga. Ainda que não fosse minha afilhada, eu a definiria da mesma forma: Linda!

     Na condição dela existem muitas, por aí, defendendo o nome de nossa gloriosa instituição: sensualidade, elegância e beleza, disfarçadas sob uma boina, uma farda e calçados que em nada lembram as passarelas por onde poderiam estar desfilando.

     Se olharmos atentamente para elas nas ruas, poderemos ver, além daquela tradicionalmente portada por um militar, essas outras armas que acabo de citar, que, em circunstâncias normais, já seriam mais do que suficientes para colocar fora de combate qualquer homem de verdade.

     Abordá-la, porém, em seu “habitat profissional”, não é simples. Nem recomendável. Que desculpa você dará ao ser questionado por estar “encarando” um policial? Se, ao contrário, você é daqueles que se deixam dominar pela timidez diante de uma atraente presença feminina, e baixa o rosto ou desvia o olhar quando ela o fita, poderá ser enquadrado como… suspeito, rs!

     Notou a dificuldade?

     E muitas delas se queixam disto: de que os homens evitam o contato, em função dessas possibilidades negativas de que seus sentimentos venham a ser confundidos.

     E, pensando exatamente nessa dificuldade que você pode estar enfrentando no momento, criei esta trova. Que poderá bagunçar ainda mais a sua cabeça mas, você há de convir que eu tenho razão!

     Ah! em tempo: minha afilhada é solteira. O telefone dela? Não tenho certeza mas me parece que é 190. Boa sorte!

Com tão lindas policiais
rondando a imaginação,
meus desejos marginais
rogam por “voz de prisão”!