Luiz Pizzoti Frazão - Niterói
LUIZ PIZZOTI FRAZÃO tornou-se Magnífico Trovador em Humorismo, no ano de 1981, com as trovas abaixo: Trovador de raro talento, era radicado em Niterói, onde faleceu, em 1998.
1979-1980-1981(temas livres)
Ao ver que iam ser defuntos,
o porco disse à mulher:
- Quem sabe nos deixam juntos (3º lugar)
numa lingüiça qualquer!...
Nasceram pintos... e ao choro
dos pintos, o galo viu (3º lugar)
que o miserável do louro
mais uma vez conseguiu!...
“Ih, mamãe, olha a Raimunda!
Dizia um guri bicão:
nunca pensei que corcunda (3º lugar)
mudasse de posição!...”
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Mulher que a todo momento
vai procurar o dentista,
além de dar no orçamento,
acaba dando na vista...
Que confusão: consultório, (co-vencedora no Rio de Janeiro - 1991)
exames, remédios, ah!
Tomei o supositório
e pus o xarope... lá!
Em pleno palco, a Jussara
espirrou de supetão. (6º lugar Sete Lagoas, 1980, tema "Vexame")
E.. a dentadura da cara
virou risada no chão...
Vexame foi o da mestra,
vaidosa de saber tanto, (M. Honrosa Sete Lagoas, 1980)
que disse numa palestra:
-"Se for perciso, agaranto!"
Então, decidido fica:
borracha é um produto nosso!
- É um troço que encolhe e estica,
igual aquele outro troço!...
ALGUMAS LÍRICO/FILOSÓFICAS:
Meus rumos... e foram tantos, (8º lugar Nova Friburgo 1980)
que eu andei como ninguém!
- Se um dia me deram prantos,
deram-me risos também!
Vou no meu rumo ou caminho
colhendo, em coisas de amor: (13º lugar Nova Friburgo 1980)
- De metro em metro, um espinho!
- De légua em légua, uma flor!...
Lancemos, pois, as sementes (Menção Honrosa Nova Friburgo 1980)
dos sentimentos mais cultos:
que o rumo dos inocentes
está nas mãos dos adultos!
Que eu quase não tenho nada, (12º lugar Nova Friburgo 1983)
comentam com ironia.
Tolice! Na minha estrada
eu tenho Deus, todo dia!
Percebo, ao fim da jornada,
que às vezes, na humana lida, (12º lugar Nova Friburgo 1983)
por culpa de um "quase nada"
se perde tudo na vida...
Antigo adágio me acode
quando o bom senso escasseia...
-- quem sabe o que o vento pode,
não planta casas na areia...
Almas sensíveis, tocadas
pelo frio do abandono,
são como as tardes nubladas (M. Honrosa, Pouso Alegre 1996)
e as noites tristes de outono...
