Raríssimas pessoas alcançam a unanimidade. Isso é característica intrínseca da condição humana. Sempre há quem goste e quem não goste da gente.

     Nádia Huguenin era uma dessas gloriosas exceções. Não havia em toda a UBT do Brasil inteiro quem não gostasse dela. Amável, fina, educada, cordial, a todos conquistava com seu jeito amável e doce de ser.

     Eu mesmo me recordo bem dos XXXIX Jogos Florais, em 1998, quando pela primeira vez fui a Nova Friburgo e a uma festa da Trova. Nádia me recebeu muito bem na festa dos Jogos Florais. Sua simpatia fez com que eu me sentisse em casa. A partir dali, Nova Friburgo passaria a ser um recanto aprazível no meu coração.
     Tempos atrás fiquei sabendo de sua luta incansável contra o câncer e de como estava resistindo bravamente pelos seus familiares e pela Trova.

     Mais recentemente eu soube que, apesar da luta incansável, Nádia estava perdendo a guerra. Abbud, Clenir, Cirléia e Dilva me contaram que a doença estava em processo de metástase e que, infelizmente, as previsões não eram otimistas.

     Apesar de tudo isto, a esperança bruxuleava dentro de mim... de que, se não vencesse a guerra, que pelo menos resistiria até o cinqüentenário dos Jogos Florais no ano que vem.

     Infelizmente não deu.      Infelizmente o câncer venceu e nos tirou Nádia.      Nossa alma chora em silêncio a partida de uma irmã trovadora a quem amávamos tanto...!

     Nossos pêsames à família Huguenin, na pessoa de seu viúvo, Ernani. E também a Trova fica de luto, porque perdeu uma de suas batalhadoras mais incansáveis, uma pessoa a quem sempre admiramos e vamos admirar e lembrar.      Nádia faz parte da História da Trova e da UBT, porque ela fez parte dessa história. E aqueles que são história jamais são esquecidos.      Descanse em paz, Amiga. Você nunca sairá de nossos corações.


=============================================== Postado em 22.11.2008. Pedro Mello é professor, membro da UBT São Paulo.