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EDITORIAL UBTN ABRIL 2017

Por
JB Xavier
Secretário Nacional da UBT
 
FOCO

 

 
     "Luiz Otávio foi muito feliz ao criar as estruturas das UBTs estaduais: um presidente estadual gerenciando seções e delegacias do estado.
     Como as seções são em menor número e têm uma estrutura um pouco maior, funcionam de forma mais independente. Assim sobra tempo e disponibilidade dos presidentes estaduais para melhor cuidarem de suas delegacias."

     Nestes dois parágrafos do Editorial da edição anterior deste Boletim, Arlindo Tadeu Hagen, Presidente Estadual da UBT Minas Gerais, definiu corretamente as intenções de Luiz Otávio ao criar a estrutura hierárquica da UBT Nacional. À época da fundação da UBT, nos anos 60 ele tinha 50 anos e a maioria, menos que isso; era portanto uma agremiação jovem. Luiz Otávio criou essa estrutura certamente para que, ao seu nível, cada um mantivesse o foco no desenvolvimento e crescimento da UBT.  Seu falecimento, apenas dez anos depois, não lhe permitiu avaliar o efeito do tempo sobre a entidade que criara. Não pôde assim, constatar que dos três instrumentos que criou como sustentáculo da UBT - Reuniões nas seções, concursos e festas - o interesse geral foi aos poucos se concentrando no último - as festas - em detrimento dos outros dois, claramente mais fundamentais.

     Assim, os Presidentes de seção foram pouco a pouco, ao longo dos 50 anos de existência da UBT comprometendo-se cada vez mais com a realização das festas e cada vez menos com reuniões, concursos e divulgação da entidade.

     Eis porque hoje vemos duas tristes realidades: Delegacias que não querem virar seção por medo de não conseguirem realizar as festas e seções que não se importam em fazer reuniões, ou até mesmo em manter um quadro mínimo de trovadores filiados, desde que as festas aconteçam.  Não sei ao certo, porque preferi não levantar esse dado, mas estimo que pelo menos 40 a 50% das seções da UBT hoje tenham uma diretoria apenas de fachada, para cumprir protocolo. Em algumas esse engodo é notório e salta aos olhos, mas suas festas continuam acontecendo com um primor invejável.

     Não sou contra o comprometimento das seções com festas, sou contra a falta dele, no mesmo nível, com as reuniões e concursos. Sinto-me estranho e às vezes inconveniente até, por estar sempre demonstrando essa emergência na retomada do crescimento da UBT, mas é simples assim: ou o retomamos ou nos enfraqueceremos cada vez mais, até nos tornarmos uma entidade sem representatividade!

     Resumindo: a UBT perdeu o foco - o foco de Luiz Otávio.