Coincidências... Coincidências... Coincidências...!
COINCIDÊNCIAS... COINCIDÊNCIAS... COINCIDÊNCIAS... (texto de José Ouverney. Ao transcrever, citar a autoria, por gentileza)
Conforme facilmente se constata, o espaço para a exposição de uma ideia na Trova é exíguo. São 28 sílabas poéticas e mais nada. Apenas quatro versos.
A Trova no Brasil é praticada há muito mais de um século, de onde se conclui que inúmeras são as coincidências, tanto em ideias quanto na disposição dos versos.
Há uma diferença notável ente “plágio” e “coincidência”. Plágio é quando a semelhança ocorre de forma intencional (embora nem sempre consigamos detectar quando é intencional e quando não é). Coincidência é a capacidade de dois ou mais talentos convergirem o raciocínio para o mesmo ponto.
Eu, por exemplo, tenho uma trova premiada, tema "Sufoco":
A velha, ao ver o tarado,
corria igual Satanás.
Foi um sufoco danado:
ele na frente... ela atrás!
JOSÉ OUVERNEY - Ribeirão Preto - 2000
corria igual Satanás.
Foi um sufoco danado:
ele na frente... ela atrás!
JOSÉ OUVERNEY - Ribeirão Preto - 2000
Quando a compus, sequer podia imaginar que, em 1983, quando eu ainda nem cogitava em participar de concursos e raramente tinha acesso a trovas, já existia essa aí, abaixo:
Para fugir do Tarado,
a mulher corre a gritar:
- Corre, corre, desgraçado,
se quer mesmo me pegar...
a mulher corre a gritar:
- Corre, corre, desgraçado,
se quer mesmo me pegar...
ANTONIO ZANETTI – 12º lugar em Nova Friburgo em 1983
A. A. de Assis foi 1º colocado em Garibaldi em 2002, com esta trova humorística:
Até os sessenta se assunta:
- Como vai, meu grande herói?
Depois é outra a pergunta:
- Olá, meu velho, onde dói?
- Como vai, meu grande herói?
Depois é outra a pergunta:
- Olá, meu velho, onde dói?
E ficou estarrecido quando lhe mostrei esta, do falecido Luiz Gonzaga Sanches:
Depois dos cinquenta, pai,
a verdade nos corrói.
Não se fala: Como vai?
A pergunta é: Onde dói?
Dadas estas explicações, apenas a título de curiosidade esta seção ira divulgar as “coincidências” de que temos notícia. Peço a quem se lembrar de outras, que as envie, por favor. É bom que as divulguemos, para que muitos trovadores percam o medo de incorrer em plágio. Coincidências são permitidas. E acontecem. Principalmente no estreito corredor da Trova.
//////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////
Capaz de abrir qualquer porta! Dentro de mim!
A imagem das duas sogras Supositório
Falta de memória Um sonho de mulher!
Não me deixa ver estrelas! Restos dos restos do resto...
Marido da Aurora O infinito é logo adiante
A primeira vez! A vingança da Natureza
O choro da Natureza Vida bem vivida
Peso nos ombros Epitáfio
Beco sem saída Por quê o aperto de mãos?
Mas já nem sabe por quê! Eu também!
E a do santo? Se entrar... não sai!
Preguiça de morte Cabelo na sopa
O mundo é redondo Céu escuro
Será que demora? Desarranjo intestinal
Chave na porta Um sonho que nunca veio
Meu bem, meu mal O bem que pude e não fiz
Vai matando devagar No frio fica encolhido
Noite longa... ou curta? O vinho eu peço depois
Quem morreu? Ele ou eu? Melhor atrás da orelha
Só se for com pão Pensão pacata... comida barata!
Nó na garganta Beijo não mata a fome
Amor! Amor! Amor! Que falta faz o ensino!
A vida muda as perguntas Firmeza e Fé
Não dorme nem deixa dormir Rasgou... sem ler
Cadê coragem? A vida passou por mim
...que me invade... A saudade, por magia
Por enquanto... tudo bem! Em Braile!
O rival é chaveiro! É diamante?
Clonagem mal feita! As almas de muita gente...
Até breve, amigo! Amigo do amigo...
Uma casinha e você!
A imagem das duas sogras Supositório
Falta de memória Um sonho de mulher!
Não me deixa ver estrelas! Restos dos restos do resto...
Marido da Aurora O infinito é logo adiante
A primeira vez! A vingança da Natureza
O choro da Natureza Vida bem vivida
Peso nos ombros Epitáfio
Beco sem saída Por quê o aperto de mãos?
Mas já nem sabe por quê! Eu também!
E a do santo? Se entrar... não sai!
Preguiça de morte Cabelo na sopa
O mundo é redondo Céu escuro
Será que demora? Desarranjo intestinal
Chave na porta Um sonho que nunca veio
Meu bem, meu mal O bem que pude e não fiz
Vai matando devagar No frio fica encolhido
Noite longa... ou curta? O vinho eu peço depois
Quem morreu? Ele ou eu? Melhor atrás da orelha
Só se for com pão Pensão pacata... comida barata!
Nó na garganta Beijo não mata a fome
Amor! Amor! Amor! Que falta faz o ensino!
A vida muda as perguntas Firmeza e Fé
Não dorme nem deixa dormir Rasgou... sem ler
Cadê coragem? A vida passou por mim
...que me invade... A saudade, por magia
Por enquanto... tudo bem! Em Braile!
O rival é chaveiro! É diamante?
Clonagem mal feita! As almas de muita gente...
Até breve, amigo! Amigo do amigo...
Uma casinha e você!
*************************************************************************************************
