IV JOGOS FLORAIS DE CAXIAS DO SUL/2014

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CONCURSO NACIONAL



Tema: ACALANTO



VENCEDORES (por ordem alfabética de autores):



Francisco Garcia de Araújo /Caicó-RN

                À espreita de um novo encanto,

                o orvalho que a noite chora...

               É lágrima de acalanto

               que beija a face da aurora!

                                               

Jessé Nascimento./ Angra dos Reis-RJ

        Nos meus momentos tristonhos,

      quando a incerteza me alcança,

      vou acalentando os sonhos

      com a canção da esperança.

 

Manoel Cavalcante de Souza Castro/ Pau dos Ferros-RN

              A brisa, leve em seu canto,

              na voz de um timbre sem dono,

             é quem solfeja o acalanto

             pra noite pegar no sono...

                                               

Maria Madalena Ferreira/ Magé-RJ

                                                         Enquanto a lua desfila,

                                                         em suas noturnas rondas,

                                                         a praia dorme - tranquila -

                                                         sob o acalanto das ondas!

       

Vanda Fagundes Queiroz (2 trovas)/ Curitiba-PR

Quem me acorda o pensamento           Na paz da roça, ouço o canto

é tua voz, disfarçada                        de um galo... e esta sinfonia,                  

pelo acalanto do vento                       sempre, é o primeiro acalanto

na pauta da madrugada.                    que embala o raiar do dia.

         

                                     

MENÇÕES  HONROSAS(por ordem alfabética de autores):

 

Alba Helena Corrêa (2 trovas)/ Niteroi-RJ

Ouço pássaros cantando:                     Neste cenário de encanto,

Que harmonia sem igual!                     que a “Mãe-Natureza” empresta,

É um acalanto vibrando                         cantam mavioso acalanto

de um deslumbrante coral!                      os passarinhos em festa!

                             

Eduardo A. O. Toledo/ São Sebastião da Bela Vista-MG

Em busca de um acalanto,

em meio à terceira idade,

eu só encontro em meu canto

os acordes da saudade!

             

Gerson Silvestre Alencar Gonçalves/ Belo Horizonte-MG

Quando a fauna, sob o manto

do luar, dorme na mata,

vento entoa um acalanto

em coro com a cascata.

                      

Mercedes Lisbôa Sutilo/ Santos-SP

    Descanso na rede enquanto,

    do jardim, sinto os odores

    e ouço o singelo acalanto

    da brisa beijando as flores...

                                   

Selma Patti Spinelli/ São Paulo-SP

        Claves de Sol...e outras claves,

        sonoridade febril

         e o acalanto das aves

        faz musical meu Brasil.

                         

MENÇÕES ESPECIAIS(por ordem alfabética de autores):

 

Campos Sales/ São Paulo-SP

Sabiá que me acalanta,

cantando na tarde calma,

parece até que ele canta

empoleirado em minha alma!

           

Dáguima Verônica de Oliveira/ Santa Juliana-MG

                             Quem se eleva sobre o pranto

                             não teme a noite vazia

                             e ao som de um velho acalanto

                             nina a própria nostalgia...                                                  



Dodora Galinari/ Belo Horizonte-MG

                                                       Recolhida no meu canto,

                                                       um acalanto me invade;

                                                       fecho os olhos e me espanto

                                                       ouvindo o som da saudade!

       

Ercy Maria Marques de Faria/ Bauru-SP

É num sussurro que o vento,

diante da roseira em flor,

entoa, por um momento,

um acalanto de amor!

     

José Lucas de Barros/Natal-RN

Tua voz de passarinho,

além de enxugar meu pranto,

canta o amor de nosso ninho

e é meu último acalanto!

      

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Tema: SOMBRA  (humorísticas)



VENCEDORES(por ordem alfabética de autores):

 

Arlindo Tadeu Hagen/ Belo Horizonte-MG

      A garota magricela

      é tão feia que me assombra.

      Parece até que a mãe dela

     não deu à luz... deu à sombra.

            

Edmar Japiassu Maia/ Nova Friburgo-RJ

          Tira um olho... tira a farda...

          tira a perna de mentira...

          E, à sombra, a pirata aguarda

          pela espada...que não tira!

 

Giva da Rocha/ São Paulo-SP

                          Uma sombra inquietante

                          seguiu a “bela”, na rua:

                          -Mais um fã... que interessante!

                          -Passa a bolsa aqui, Perua!

                   

José Ouverney/ Pindamonhangaba-SP  (duas trovas)

  Sustentar sogra, cunhada,                Ela é “a luz da minha vida”

  sobrinho... é mesmo uma cruz!         e esta ideia me seduz;

  É muita “sombra” abrigada               o que me afasta e intimida

  em um só foco de luz!                    é a sombra da...”mãe da luz”!...

                             

Roberto Tchepelentyky/ São Paulo-SP

Agora entendo a expressão

do barbeiro, que me assombra:

- “Teu cabelo, em mutirão,

não dá nem pra “fazer sombra”!...

                                            

MENÇÕES HONROSAS(por ordem alfabética de autores):

 

Antonio Augusto de Assis/ Maringá-PR

Um gato esperto e traíra,

numa sombra, escondidinho:

-Ou tem a gata na mira,

ou o filé do vizinho...

                                                                        

Dulcídio de Barros Moreira Sobrinho/ Juiz de Fora-MG

O garoto se insinua

perante a namoradinha:

-Minha sombra com a sua

será que fazem sombrinha?

                                                                                   

Jessé Nascimento/ Angra dos Reis-RJ

           Um amigo se gabava

           de ser um grande machão;

           mas no dentista suava,

           nem sombra do valentão...

                                          

Marisa Rodrigues Fontalva/ São Paulo-SP

Conselhos ela repele

mas aceitou sugestão...

Pra salvar a própria pele

vive à sombra do patrão!!!

                                         

Relva do Egypto Rezende Silveira (2 trovas)/ Belo Horizonte-MG

Pai repreende e não poupa             Nas sombras da sacristia,

a filha no quarto dela:                   degusta, a beata, sem dó,   

-Sombra não sai pondo a roupa,     vinho de missa... e, na pia,

nem periguete é donzela.              repõe com H²O.

                   

MENÇÃO ESPECIAL(por ordem alfabética de autores):



Dilva Maria de Moraes/ Nova Friburgo-RJ

  Na sombra, todo enfolhado,

  cochila sob um coqueiro

  e acorda todo picado,

  pois deitou num formigueiro!

                                    

Dodora Galinari/ Belo Horizonte-MG

 “Eu vejo sombra no armário”,

diz o marido encrenqueiro.

Viúva pega o rosário:

- É o fantasma do primeiro!...

        

Fábio Siqueira do Amaral/ Bom Jesus dos Perdões-SP

    Bem no quarto da empregada,

    com as mãos em seu corpete,

    sinto a sombra desvairada

    da patroa e do porrete

                                   

Gerson Silvestre Alencar Gonçalves/ Belo Horizonte-MG

Chama o velho:-Ó,Morte, vem!         Qual Romeu de Shakespeare,

E sob o fardo caminha.                    beijei o vulto à janela.       

Surge a Sombra:- Aqui me tem!        Só quero agora cuspir,

e ele:- Dá uma mãozinha?               pois a sombra era o pai dela!

                               

Gilvan Carneiro da Silva/São Gonçalo-RJ

 Fila enorme... O sol esquenta...

E atrás da “imensa” donzela,

a confusão mais aumenta

pra ficar na sombra dela...

                              

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2º) Concurso Estadual-RS             

 

Tema SERESTA(todas as relações aparecem por ordem alfabética de autores)

 

VENCEDORES:

 

Gislaine Canales/ Porto Alegre-RS

  Seresta...trazes saudade

       de um passado bem risonho,

longe da realidade,

        mas na moldura do sonho!

                                               

Luiz Damo/ Caxias do Sul-RS

       Cai na relva a bruma amena

no aroma da nostalgia

    e aos pés da noite serena

a seresta da magia.                                               

 

Milton Souza/ Porto Alegre-RS

Cantando, chamei por ela...

...e a seresta se perdia...

O vento abriu a janela

silenciosa e ... vazia...

                                  

 

MENÇÃO HONROSA:

 

Delcy Rodrigues Canalles/Porto Alegre-RS

Enchendo a noite prateada

do canto de mil serestas,

as canções, na madrugada,

têm a dimensão de festas!        

 

Flávio Roberto Stefani/Porto Alegre-RS

Seresta... a chuva... o luar...

O vinho... a taça... o desejo...

-Vale a pena a gente amar,

quando o amor é o grande ensejo!                                    

 

Lúcia Barcelos/Porto Alegre-RS

Tua voz desliza mansa,

vibra calor e doçura,

são notas que o céu alcança

em serestas de ternura!

                                                    



MENÇÃO ESPECIAL:

 

Ialmar Pio Schneider/Porto Alegre-RS

                                           Quantas serestas, meu Deus,

                                            eu já fiz na mocidade;

                                            revivei, amores meus,

                                            quero morrer de saudade!

                                

Lisete Johnson/Porto Alegre-RS

Com minha alma em primavera

e os sonhos de um trovador,

em vão, eu fiquei à espera

de uma seresta de amor!

                         

Neoly de Oliveira Vargas/ Sapucaia do Sul-RS

Da mocidade, das festas,

me vem emoção tão bela,

daquelas lindas serestas

junto da minha janela.

       

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Tema PIZZA(todas as relações aparecem por ordem alfabética de autores)



VENCEDORES:

 

Ialmar Pio Schneider/Porto Alegre-RS

Quem come pizza demais,

pode saber, com certeza,

que os efeitos especiais

vão ser sua sobremesa.

       

Milton Souza/Porto Alegre-RS

A política vai mal:

é falcatrua à vontade...

E tem pizza no final,

com sabor de impunidade...

         

Sérgio Becker/Porto Alegre-RS

De variados sabores

a pizza é italiana;

na política, senhores,

se torna bem brasiliana.

           

 

MENÇÃO HONROSA:

 

Flávio Roberto Stefani /Porto Alegre-RS

Na pizzaria do Adão,

só para economizar,

tem cheiro de camarão,

mas nada de paladar...

        

Gislaine Canales/Porto Alegre-RS

Viva pizza, tudo enfim,

em nosso Brasil querido,

e não sobra para mim

nenhum pedaço perdido!

          

Zélia Maria De Nardi/ Caxias do Sul-RS

A pizza era um presente

para a noiva, com carinho;

o Ofice Boy “impaciente”

comeu toda no caminho.

    

 

MENÇÃO ESPECIAL:

 

Flávio Roberto Stefani/Porto Alegre-RS

Por ser pequeno o negócio

do Neco - uma pizzaria -,

a esposa, de tanto ócio,

foi-se embora com o vigia..

 

Lisete Johnson/Porto Alegre-RS

A sua pizza sustenta,

pois o “bucho” fica cheio...

depois de tanta pimenta,

um galão de água e meio!

                        

Luiz Machado Stabile/ Uruguaiana-RS

A governanta, Anabela,

foi com ele à pizzaria:

encontrou o marido dela

e a noiva dele - a Maria...

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CONCURSO INTERNACIONAL LINGUA HISPANICA



TEMA ACALANTO



VENCEDOR

 Mi acalanto suele ser

cuál vuelo de mariposa

o como el ruído al caer

del pétalo de una rosa.

                                  Jose Hector Rodriguez - ARG

 

MENÇÃO HONROSA

El acalanto es poesía

cuando se entona el arrullo,

porque es la Virgen María

cantándonos en murmullo...

                                              Ángela Desirée Palacios - VEN



                                         MENÇÃO ESPECIAL

Mi madre con su acalanto

puso ternura en mi vida,

a ella le debo yo, tanto!

Es de mi la más querida.

                    Libia Beatriz Carciofetti - ARG



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TEMA SOMBRA



VENCEDOR

Un fantasma me rozó

en la sombra de la noche.

El ave, su vuelo alzó,

mi fantasma fue fantoche.

                                 Maria Cristina Fervier - ARG



MENÇÃO HONROSA

Cuando la sombra me espanta

adentro del campo santo,

un ánima se levanta

y del susto me atraganto.

                                     Libia Beatriz Carciofetti - ARG



MENÇÃO ESPECIAL

En medio del camposanto

un ánima me chistaba.

                 La sombra assusta al más santo.

Torpe lechuza ululaba.

                                           Maria Cristina Fervier - ARG