C. A. Beiral - Piúma/ES

   CUSTÓDIO DE AZEVEDO BEIRAL,ou simplesmente C. A. Beiral, nasceu a 28.01.1915, no Rio de Janeiro, filho dos portugueses João de Azevedo Beiral e Conceição Lopes de Morais. Advogado, foi agente da polícia federal. Poeta talentoso, deixou vários livros publicados, tais como: "Cantigas de quatro versos", "Amor pelos sete lados", "O sonho que sonhei", todos de trovas, além de outros só de poemas ou mesclando poemas, trovas e sonetos. Todos os livros que publicava, fazia que os direitos autorais pertencessem ao Grupo Espírita Auta de Souza.

     Cidadão honorário de Juiz de Fora e de Governador Valadares (MG), faleceu em 1999. Um espírito de luz!

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Carrossel... vidas girando...

- Minha volta se completa,

e o parque vai-se apagando,          (co-vencedora UBT Rio de Janeiro - 1986)

sem que dê conta o poeta!...

Bola de gude, pião,

brinquedos do meu tesouro,          (co-vencedora UBT Rio de Janeiro - 1980)

que o tempo - astuto ladrão -

descobriu valerem ouro!...

Quem ajuda sem dar conta,

e faz o bem “por fazer”,

certamente que desconta,

velha conta sem saber.

Esparramam tanto incenso,

sobre a burrice enfeitada,

que muitas vezes eu penso,

ser melhor não saber nada...

Há mentiras defendidas

até mesmo por vaidade,

e verdades são punidas

por provarem ser verdade.

A glória é vã, se a vaidade

disfarça o móvel da glória,

porque o manto da humildade

honra os ombros da vitória!

(eis um exemplo de trova sem nenhum verbo!)

Desafios, desgarradas,

o fado e o samba dolente,     (premiada em São Paulo, em 1995)

histórias interligadas,

dois povos, uma só gente!

Descruza os braços... porfia,     (premiada em São Paulo, em 1995)

porque o fado verdadeiro

é cuidar, enquanto é dia,

do seu próprio candieiro!