Concurso de Trovas ATRN Natal - 2019

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CONCURSO DE TROVAS DA ATRN/2019

 

ÂMBITO NACIONAL

Tema: FOLHA (L/F)

 

Coordenador:

Magnus Kelly

 

Comissão Julgadora:

Francisco Gabriel

Gonzaga da Silva

Mara Melinni

 

1º Lugar

O outono, num gesto nobre,

espreitado pela lua,

com lençóis de folhas cobre

os moradores de rua.

Maurício Cavalheiro – Pindamonhangaba/SP

 

2º Lugar

Ver tanta folha caída

dá dó, mas outras virão.

Triste é, no outono da vida,

ver a esperança no chão...

Antônio Augusto de Assis – Maringá/PR

 

3º Lugar

Nosso amor morre ao relento,

qual a folha que, caída,

roga que o sopro de um vento,

lhe traga um sopro de vida.

José Almir Loures – Astolfo Dutra/MG

 

4º Lugar

As folhas secas do outono,

que atapetam os caminhos,

esmaecem no abandono

no universo dos sozinhos.

Relva do Egypto Rezende Silveira – Belo Horizonte/MG

 

5º Lugar

Para quem o amor espera,

mesmo em momentos tristonhos,

as folhas da primavera,

são orvalhadas de sonhos!

Ana Maria do Nascimento – Aracoiaba/CE

 

6º Lugar

Numa folha amarelada,

um poema, um verso triste.

Tanta saudade guardada

que a folha, ao tempo resiste.

Sílvia Maria Svereda – Irati/PR

 

7º Lugar

A vida, com maestria,

escreve despercebida,

nas folhas do dia a dia,

a história de cada vida.

Dulcídio de Barros Moreira Sobrinho – Juiz de Fora/MG

 

8º Lugar

Já fui uma folha em branco...

depois, linhas de rascunho.

Hoje... frente, verso e flanco

escritos de próprio punho.

Luiz Vieira – Irati/PR



9º Lugar

Um livro em branco trazemos

no início da trajetória...

E a cada dia escrevemos

numa folha a nossa história.

Therezinha Dieguez Brisolla – São Paulo/SP

 

10º Lugar

Crianças em abandono

- sujas, cobertas de pó -,

lembram as folhas de outono,

que o vento arrasta sem dó!!!...

Maria Madalena Ferreira – Magé/RJ

 

11º Lugar

Quando novas folhas vêm,

vem, com elas, esperança,

dando alento novo a quem

de esperar nunca se cansa!...

José Manuel Veloso Galvão – São Paulo/SP

 

12º Lugar

Num terreno abandonado

enterrei, em vala funda,

folhas de um triste passado,

mas... a terra era fecunda!

Geraldo Trombin – Americana/SP

 

13º Lugar

Em fila, ao vento, caídas,

dá, num vai e vem, a impressão,

que folhas secas, unidas,

dançam balé pelo chão...

Cezar Augusto Defilippo – Astolfo Dutra/MG



14º Lugar

Lembram as folhas caídas,

pelo vento, nas calçadas,

ilusões envelhecidas,

pelo tempo desfolhadas.

Dulcídio de Barros Moreira Sobrinho – Juiz de Fora/MG

 

15º Lugar

Lição de enorme valia

a folha nos dá, no outono:

despenca, morta e vadia;

ressurge a vida em seu trono!...

Jerson Lima de Brito – Porto Velho/RO

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CONCURSO DE TROVAS DA ATRN/2019

 

ÂMBITO NACIONAL

Tema: MANCADA (HUMOR)


 

Coordenador:

Magnus Kelly

 

Comissão Julgadora:

Francisco Gabriel

Gonzaga da Silva

Mara Melinni

 

1º Lugar

Por efeito da bebida

dei uma grande mancada.

Fui ver a noiva vestida

e vi a sogra pelada.

Antônio Francisco Pereira – Belo Horizonte/MG

 

2º Lugar

Não me esqueço da mancada

que dei com a minha chefe.

Por causa de uma cantada,

eu levei dela um tabefe!

Andrade Lima - São José do Egito/PE

 

3º Lugar

A cegonha errou o plano

e deu mancada outra vez:

deixou o bebê africano,

na casa de um japonês.

José Almir Loures – Astolfo Dutra/MG



4º Lugar

No quartinho da empregada

não tem chave nem tem tranca...

O patrão só dá mancada

e a patroa nem se manca!

Arlindo Tadeu Hagen – Juiz de Fora/MG

 

5º Lugar

O patrão, mas que mancada,

pensando estar numa boa,

no quartinho da empregada

encontrou... foi a patroa!

Sílvia Maria Svereda – Irati/PR

 

6º Lugar

Mancada não é demérito,

e eu também estou sujeito.

– Nem mesmo o velho pretérito

é totalmente perfeito.

Antônio Augusto de Assis – Maringá/PR

 

7º Lugar

- Foi mancada, ela dizia.

Mas, depois de passar mal,

a "mancada" da Maria

nasceu de parto normal.

Dulcídio de Barros Moreira Sobrinho – Juiz de Fora/MG

 

8º Lugar

Mancada do motorista,

foi olhar pra “curva” alheia,

e não percebeu que a pista,

de curvas estava cheia!

José Almir Loures – Astolfo Dutra/MG



9º Lugar

Pra despertar minha amada

joguei pedra na janela...

Veja só quanta mancada:

quem saiu foi o pai dela!

Henrique  Eduardo – Maracanaú/CE

 

10º Lugar

Batia em outros por nada

o tremendo do machão,

mas tremeu, dando mancada,

vendo a barata no chão!

Paulo Roberto de Oliveira Caruso – Niterói/RJ

 

11º Lugar

Pôs a grana no colchão,

dando mancada,  o sovina.

Dela, a traça, em profusão,

fez confete e serpentina.

Relva do Egypto Rezende Silveira – Belo Horizonte/MG

 

12º Lugar

Mentiroso, deu mancada

ao voltar da pescaria,

tinha a traíra marcada

com selo da peixaria!

Márcia Jaber – Juiz de Fora/MG

 

13º Lugar

Deu a mancada saqueando

e no tumulto vexame,

roubou o extintor pensando

que era peça de salame!

Cezar Augusto Defilippo – Astolfo Dutra/MG



14º Lugar

Com as plantas conversava,

mas deu mancada graúda:

a planta com que falava

não respondia... era muda!

Renata Paccola – São Paulo/SP

 

15º Lugar

Sei que ele é o "rei do improviso",

mas... seu talento malogra,

ao tentar conter o riso,

ante as mancadas da sogra!...

Maria Madalena Ferreira – Magé/RJ

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CONCURSO DE TROVAS DA ATRN/2019

 

ÂMBITO ESTADUAL

Tema: POEIRA (L/F)


 

Coordenador:

Jerson Lima de Brito

 

Comissão Julgadora:

Andréa Motta

Arlindo Tadeu Hagen

Edy Soares

 

1º Lugar – Francisco Gabriel (Natal)

A seca dá vida às dores

quando a poeira dos caminhos

faz o velório das flores

sobre um tapete de espinhos.

 

2º Lugar – Gonzaga da Silva (Natal)

Somos apenas poeira

na vastidão do universo,

mas a vida passageira

se eterniza no meu verso.

 

3º Lugar – Professor Garcia (Caicó)

Não há deserto que impeça

os passos de um beduíno

que, aos poucos, rompe sem pressa,

a poeira do destino!

 

4º Lugar – Francisco Gabriel (Natal)

A mentira é traiçoeira…

vive manchando a verdade,

focando em espalhar poeira

nos olhos da honestidade.

 

5º Lugar – Manoel Cavalcante (Pau dos Ferros)

Meu coração sem porteira

parece, em dores finais,

um quarto entregue à poeira,

que ninguém visita mais.

 

6º Lugar – Professor Garcia (Caicó)

Meu corpo, o tempo derrota;

mói tudo quanto eu transponho...

Mas morre e não muda a rota

da poeira do meu sonho!

 

7º Lugar – Joamir Medeiros (Natal)

Meu irmão, nunca desista

ante os embates da vida;

a poeira turva a vista,

mas não lhe turva a subida.

 

8º Lugar – Magnus Kelly (Natal)

Na poeira das lembranças,

cenas de dias risonhos;

de tristezas; de esperanças;

de amores; cantares; sonhos...

 

9º Lugar – Manoel Cavalcante (Pau dos Ferros)

Se essa vida é passageira

e o material se encerra,

nós somos grão de poeira

do pó cósmico da Terra.

 

10º Lugar – Aline Ribeiro (Natal)

Lamento sobremaneira

de, sem focar na verdade,

ser sufocada na poeira

do pó da tua maldade.

 

11º Lugar – Marciano Batista de Medeiros (Parnamirim)

A cabeça embranquecida

pelo tempo desbotada,

tornou-se descolorida

na poeira da jornada.

 

12º Lugar – Magnus Kelly (Natal)

Na poeira... adormecidos...

retratos já desbotados

relembram sonhos vividos;

e, outros, apenas sonhados...

 

13º Lugar – Hélio Pedro Souza (Natal)

Num casebre abandonado,

imerso em tralha e poeira,

lembro nítido passado

da nossa história altaneira.

 

14º Lugar – Fabiano de Cristo Magalhães Wanderley (Natal)

O tempo, deu-me na vida,

eternos sonhos, vividos...

e na poeira, a partida,

dos desenganos sofridos.

 

15º Lugar – Antônio Rodrigues Neto (Natal)

Sinto os meus pés já fraquinhos

e as mãos pedindo clemência

da poeira dos caminhos,

da luta pela existência.

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CONCURSO DE TROVAS DA ATRN/2019

 

ÂMBITO ESTADUAL

Tema: GALO (humor)


 

Coordenador:

Jerson Lima de Brito

 

Comissão Julgadora:

Andréa Motta

Arlindo Tadeu Hagen

Edy Soares



Coordenador: Jerson Lima de Brito

 

Comissão Julgadora:

Andréa Motta

Arlindo Tadeu Hagen

Edy Soares

 

1º Lugar – Manoel Cavalcante (Pau dos Ferros)

Disse a galinha ao caseiro:

- O galo faz o que eu falo,

que aqui, em meu galinheiro,

sou eu que canto de galo!

 

2º Lugar – Marciano Batista de Medeiros (Parnamirim)

O galo ordenou: - Castigo,

se te pegar dando amasso:

galinha faz o que eu digo,

sem praticar o que faço!

 

3º Lugar – Professor Garcia (Caicó)

Eis o que me desencanta

no meu galo, rei da rinha:

Cantar mais ele não canta

nem a franga da vizinha!

 

4º Lugar – Plácido Ferreira do Amaral Júnior (Caicó)

Foi querer brigar de galo

encrencando numa festa,

mas sofreu um forte abalo

pois ganhou "galo" na testa!

 

5º Lugar – Fabiano de Cristo Magalhães Wanderley (Natal)

Com sua pluma pintada,

um galã, ante a galinha,

por conta da chuvarada,

o galo perdeu a linha...

 

6º Lugar – Aline Ribeiro (Natal)

Meu galo, em fim de carreira,

perdeu a fama que tinha…

ao ser vendido na feira

com disfarce de galinha.

 

7º Lugar – Professor Garcia (Caicó)

Meu galo vive de tanga,

que coisa de fazer pena;

nem mesmo a sombra da franga

ele quer ver mais na arena!

 

8º Lugar - Aline Ribeiro (Natal)

Tudo que o galo entrevia,

comia sem sentir medo;

engordou tanto que, um dia,

foi pra panela mais cedo.

 

9º Lugar – Plácido Ferreira do Amaral Júnior (Caicó)

Quando quis cantar de galo

lá no quarto da vizinha,

levou coice do "cavalo"

que é marido da "galinha"...

 

10º Lugar – Francisco Gabriel (Natal)

Galo que é muito pacato

e detesta uma franguinha,

é galo só no formato,

mas no restante é galinha. 

 

11º Lugar – Marciano Batista de Medeiros (Parnamirim)

O porco disse: - Resenho,

o galo daqui tem ponta!

E o bicho falou: - Eu tenho,

mas não é da sua conta...

 

12º Lugar – Joamir Medeiros (Natal)

Um galo gagá, coitado, 

ao viagra recorreu,

e, quando bem "preparado", 

tentou... tentou... mas, morreu!!!

 

13º Lugar – Magnus Kelly (Natal)

Mané quis cantar de galo...

fez um funaré na festa:

armou-se com um gargalo;

findou com galo na testa!

 

14º Lugar – Marcos Antônio Campos (Natal)

A justiça fez-se apenas

a um pobre galo larápio,

o juiz cortou-lhe as penas

e o serviu no seu cardápio.

 

15º Lugar - Antônio Rodrigues Neto (Natal)

Naquela festa animada,

andando sempre elegante

disse o galo à bicharada:

Quero uma franga brilhante.