A  RENOVAÇÃO  DA  U.B.T.
(texto de J.B. Xavier - matéria do Informativo UBT SP - janeiro/2012)
 
     Amigos, a UBT passa por momentos decisivos em termos de sobrevivência. Isto porque os que participaram de sua criação, há cinquenta anos, estão, aos poucos, partindo. Queiramos ou não, devemos a eles não somente a criação do movimento -   expresso nas ações de Luiz Otávio e J. G. de Araujo Jorge - mas também a continuidade de ações que fizeram a União Brasileira de Trovadores chegar ao sequicentenário de maneira ainda pujante e vigorosa.

     O sonho de Luiz Otávio continua presente, mas há sombras no horizonte que prenunciam tempestades, e essas sombras tem um nome: Envelhecimento! De fato temos feito muito pela trova, e graças aos nossos esforços, estima-se que mais de 5000 delas sejam produzidas todos os anos, apenas no âmbito da UBT. Mas temos feito pouco pelo futuro da Trova, basta ver a rara presença de jovens em nosso meio.

     Renovar parece ser uma coisa simples, que depende apenas de um trabalho objetivado e focado nessa direção. Ledo engano. Costumamos pensar a palavra “renovação” de maneira exterior a nós, e muitas delegacias, seções etc tem se esforçado em divulgar a Trova em colégios, mídias, etc. Esse trabalho, entretanto, tem mais a ver com transpiração que com inspiração.

     O que precisamos, sim, é entender essa palavra de maneira interior, ou seja, precisamos renovar a nós próprios, mudar nossos paradigmas, por assim dizer, para que estejamos preparados para a renovação que virá com a chegada ao Movimento de gente nova e suas novas ideias.

     É bom lembrar que o que está em risco não é a Trova. Esta existe há quase mil anos e provavelmente existirá por outros mil, porque é uma expressão popular. O que está em risco é a UBT, a mais bem sucedida tentativa de valorizá-la e inseri-la num contexto artístico. Este periódico pretende ser parte do processo dessa quebra de paradigmas. Que não pairem dúvidas: Do êxito de nossa mudança interior depende o futuro da UBT.