UMA CONVERSA PRODUTIVA COM CAROLINA RAMOS – APARANDO A ARESTA

               No último sábado, dia 24 de abril, fomos brindados com o lançamento do belíssimo livro de trovas de Marina Bruna, um dos ícones da trova brasileira. O título é tão gracioso quanto a autora: “Cantares”. Mas do livro eu falo oportunamente.

              Agora quero me reportar à figura dócil e delicada de Carolina Ramos, a “Dama da Trova Brasileira”. Carolina, muito amiga de Marina, fez-se presente ao lançamento do livro e em alguns momentos tivemos a oportunidade de conversar um pouco.

              Para minha agradável surpresa, Carolina disse-me ser leitora desta coluna aqui no “Falando de Trova” e que gosta do que escrevo. Fiquei contente com suas palavras de carinho e de incentivo e prometo a ela e a todos os trovadores que conheceram Luiz Otávio que vou divulgar a Trova até o fim de meus dias. Prometo mesmo.

              E, falando em divulgação da Trova, Carolina fez menção ao meu artigo “Tempora mutantur...” no qual comentei sobre a necessidade de uma regulamentação do envio de trovas por email. Embora tenha apreciado a ideia e meu esforço em achar uma possibilidade exequível, Carolina bondosamente me lembrou que minha proposta é muito complicada e trabalhosa.

              E não é que a mestra tem razão?

              Realmente a minha proposta é bastante confusa, sim. Devo fazer um mea culpa e apresentar uma alternativa mais simples. Ora bolas! (Como diria Mário Quintana...) Por que não pensei nisto antes? Acabei redigindo um texto anfigúrico e, em vez de esclarecer, acabei complicando as coisas.

              Assim, quero corrigir-me e “inventar a roda”:

1.   A Seção ou delegacia promotora do concurso ou Jogos Florais deve ter um email para este fim.

2.   Dois coordenadores – um para o recebimento das trovas (por email e pelo correio) e elaboração da relação das trovas que vão a julgamento e outro para encaminhar as trovas para os jurados e somar as notas.

3.   A abertura de um email para todos os trovadores brasileiros em nome de Luiz Otávio, a fim de se manter o anonimato e a justa homenagem ao “Príncipe da Trova”.

O primeiro problema – a senha para que todos acessem a conta e enviem suas trovas. Sendo a conta aberta por uma autoridade da UBT, a senha seria divulgada aos trovadores mediante seus presidentes de seção ou delegados, a fim de se evitar que a conta seja invadida por hackers.

4.   Segundo problema – a identificação. Aqui está o calcanhar de Aquiles da minha proposta, o nó crítico da questão. Propus um meio confuso de identificação, de as pessoas mandarem sem a identificação e depois de vencido o prazo mandarem outro email com a identificação. Pois é. Bobagem! Basta que a pessoa, ao enviar o email com as trovas, anexe um arquivo em formato de Word com sua identificação. Meu Deus! Tão fácil... Por que compliquei tudo? Se, por exemplo, uma Seção X promove um concurso, eu acesso a conta de nome fantasia “luizotavio” com a senha ******** escolhida. No corpo da mensagem coloco minha (s) trova (s). Antes de enviar, anexo um documento de Word sob o título genérico de “identificação”. Depois disso eu envio. Pronto! Está tudo resolvido...

5.   Lembrando que o trovador deve entrar na área “mensagens enviadas” (ou similar) e excluir o que acabou de mandar, uma vez que a conta é de uso público de todos os trovadores.

6.   Vencido o prazo, é só o primeiro coordenador copiar as trovas dos emails e juntá-las com as recebidas pelo correio, fazer a seleção e numerá-las para que o segundo coordenador as envie aos julgadores e faça a soma das notas. 

Aproveito o ensejo para agradecer muito à Mestra CAROLINA RAMOS pelo lembrete e reiterar minha admiração e meu imensurável carinho por ela.

Aos demais trovadores, agradeço pela leitura de meus textos neste site. Às vezes me equivoco, mas meus amigos fazem observações construtivas e me ajudam a melhorar. Meu abraço a todos.

 Pedro Mello – UBT São Paulo

 

 

 

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