Ana Cecília Ferri Soares

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ANA CECÍLIA FERRI SOARES nasceu em 28 de setembro de 1945. Frequentou, por muitos anos, a seção da UBT de São Paulo.  Reside em Pirassununga/SP.



Quem não quer ver a verdade,          (Elos Clube SP - 2000)

em mentiras se destrói

e a fingir ingenuidade,

diz que a verdade é que dói...



Eu quero ser nesta vida

(não me importa o que se diga!)       (Clube Militar RJ - 2000)

irreverente, atrevida,

mais cigarra que formiga...



Por mais que eu seja atrevida,                                (Museu Pe. Anchieta 1999)

sei que os prazos não são meus:

sobre Chegada e Partida

jamais discuto com Deus...



O pandeiro e o c avaquinho                (UBTSP 1999)

reforçam tanto o namoro

da flauta-doce e do pinho

que até a lua cai no choro...



Virtude tem a videira

que, torcida, magra e dura,              (Amparo/SP 1999)

extrai vida, a vida inteira,

da mais agreste secura!



Na concha de casca dura,

a mais feia e mal formada,            (Itanhaém/SP 1999)

é que a pérola mais pura

foi fazer sua morada...  



Verdade não é virtude                             (M. Honrosa Pindamonhangaba 1999)

que mereça louvação:

quem faz dela uma atitude

não faz mais que a obrigação!



Vou definir a saudade

em claro e bom português:              (Clube Português-SP 1998)

a saudade é uma vontade

de fazer tudo outra vez...



Era um simples grão de areia           (Museu Padre Anchieta SP - 1998)

no meio da construção

o sangue vindo da veia

de um operário-padrão!



Educação é esperança                        (Taubaté - 1998)

de uma vida mais feliz,

unindo mestre e criança

no poder de um simples giz...



Das armas e equipamentos              (Belo Horizonte - 1998)

que um tirano possa ter,

o pior dos instrumentos

é a volúpia do poder.

Na clave de um sol disperso,                          (1º lugar Amora-Portugal 1998)

Homem-Terra em harmonia...

Tudo em pauta no Universo,

para a grande Sinfonia!

Se a clonagem permitir

tirar e pôr componentes                               (Venc. Bandeirantes 1998)

os homens irão pedir

"instrumentos" mais potentes...